segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Vitórias

Persegue-me uma terrível maldição que nem sequer foi transmitida de geração em geração: tudo aquilo em que eu aposto é sempre bafejado pelo azar. Ele é os Óscares, as eleições, os números do Totoloto. Se eu quero que alguma coisa triunfe naquilo em que pode triunfar, o seu insucesso está de antemão garantido: e não me venham com o encanto das causas perdidas. Chego a pensar que devo ter também apostado no amor (ou o provérbio está errado)...

No entanto, recentemente tive duas vitórias (por interpostos vencedores): não só ganhei (sem jackpot) no referendo da interrupção voluntária da gravidez, como acertei nos Piores Portugueses de Sempre (concurso organizado pelo Eixo do Mal e pelo Inimigo Público). Salazar e Fátima Felgueiras eram as minhas opções. E eis que o meu desejo foi atendido pela realidade.

Poderia pensar que a minha sorte está a mudar. Mas que todas estas vitórias se situem na área do aborto, isso não abona nada em meu favor.

Sem comentários: